Isabelle Reis

Escritora

Jornalista

Eu amo Literatura Nacional

Oi, eu sou a Isabelle Reis!
Escritora e jornalista
carioca.

Entra, você é de casa, se não me conhece, chega mais que a gente vai se apresentar, vou te contar minhas histórias, mostrar um pouco da minha experiência profissional, no meu blog, e contar as novidades que estão acontecendo comigo. Boas-vindas.

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COMO ESCAPAR DO BLOQUEIO LITERÁRIO?


Literatura é um mercado. Por isso, existem milhares de profissionais que alimentam essa indústria e sofrem com os bloqueios criativos que qualquer pessoa que trabalhe com a liberação de ideias enfrenta. Atualmente ao disponibilizar um livro para o resgate de algum manuscrito, é necessário entender que existem diversas "regrinhas" que ajudam na escolha do original. O número de páginas não deve ser muito grande, a preferência das grandes editorias é por livros únicos e não sagas, o tipo de escrita e o assunto que esteja sendo abordados no momento ajudam também. Depois de pensar em tantas regras, a verdade é que não sobra muito para a criatividade do autor, não é? 
Por isso, mesmo que você queira jogar tudo para o alto ou seguir os padrões editoriais, o bloqueio sempre vai dar aquele "oizinho" básico em algum momento da construção da sua história. Então fica, que vai ter bolo de bloqueio literário.

Afinal, o que é o bloqueio literário?

Bloqueio literário pode ser entendido como uma dificuldade que as pessoas têm em algum momento de ter uma nova ideia ou inspiração. Isso ajuda no não desenvolvimento da história e impossibilita que o autor continue escrevendo.

1. Faça um roteiro da história


Os roteiros literários ajudam na construção da história como um todo, não só para quando você tiver um bloqueio. Mas quando esta dificuldade aparecer, você pode ir até o seu roteiro e tirar a dúvida do que deve desenvolver no momento. Quer saber como se faz um roteiro? Clique aqui.

2. Trabalho também precisa de momentos de lazer


Sabe quando as pessoas dizem que quando se trabalha com o que ama nem parece que está trabalhando? É basicamente isso. Está no estresse dos prazos e do mal desenvolvimento da história? Pare, vá ler um livro, escrever uma outra história bobinha pro Wattpad, vá fazer uma One-shot do seu seriado favorito. Esqueça o livro por algumas horas e se distraia. Sua cabeça vai voltar muito mais criativa do que antes.

3. Não tenha medo da rejeição


É fácil falar, mas vou ensinar como se faz. Nós, escritores, temos uma permanente vontade interna de aceitação. Por isso, quando recebemos uma crítica ou uma resenha ruim, ficamos tristes e desmotivados. Quando se está escrevendo uma história que não esta sendo lida por ninguém, isso acaba também tirando a motivação. O que eu sugiro é: eleja uns cinco Beta Readers - leitores que seguem a sua história - vá entregando os capítulos para eles e esperando o feedback com os pontos altos e baixos. Atenção! Betas são conhecidos por não entregarem as anotações no prazo. Estabeleça um e fique em cima!

4. Desligue-se do mundo 


O Whatsapp, Facebook e Instagram podem te consumir consideravelmente. Antes de começar a escrever pesquise tudo o que for necessário para aqueles capítulos e feche todas as outras abas. Se lhe fizer melhor, utilize a técnica Pomodoro para intensificar ainda mais o momento de escrita.

5. Sprints, já ouviu falar?


O NaNoWriMo deixou ainda mais em evidência a técnica o Sprint. Vários grupos de autores se reuniram para escrever cada vez mais e aumentar o número de palavras colocadas no site. A técnica é a seguinte: escolha um horário, por exemplo, nove horas da noite. Junte mais um ou dos amigos e por exatamente uma hora, escreva sem para. Não ligue para quais ideias estão vindo, não ligue para erros de português ou pesquisa, apenas escreva por uma hora direta, tudo o que vier a sua mente. Depois você se preocupa com a edição. A competitividade de saber quem escreveu mais estimula seu lado criativo e um amigo ajuda o outro, é demais!


O que é a técnica Pomodoro? 🍅

A Técnica Pomodoro é um método de gerenciamento de tempo desenvolvido por Francesco Cirillo no final dos anos 1980. A técnica consiste na utilização de um cronômetro para dividir o trabalho em períodos de 25 minutos, separados por breves intervalos. A técnica deriva seu nome da palavra italiana pomodoro (tomate), como referência ao popular cronômetro gastronômico na forma dessa fruta. O método é baseado na ideia de que pausas frequentes podem aumentar a agilidade mental.

RESENHA: (IN)VERDADES



Vamos à primeira resenha do site! (aplausos)
Como 3% estreou  a segunda temporada na Netflix e fala de uma distopia vivida aqui, no nosso Brasil brasileiro, resolvi trazer um livro de uma autora independente que carrega o nosso futuro para o totalitarismo e o opressivo controle da sociedade. Eu confesso que achei a ideia interessantíssima. Porém, antes de dar o meu veredito, vou colocar as informações básicas do livro pra você se instigar com a história.

Sinopse:


Em 2198 um revés mudou a realidade mundial de forma esperada, inesperada e assustadora. E com o Brasil não foi diferente, tempos escuros dançaram sobre o território até que a consciência humana finalmente compreendesse que precisava evoluir e respeitar, por assim dizer, mas quando foi que isso significou a inexistência de problemas? Há algo sob a sombra do berço esplêndido e tudo está relacionado.
Ena nasceu neste mundo consciente e finito. Sua mãe Naira ajudou a fundar o CCDP e seu pai, o Alto Oficial Amir Dias era um Resgatante.
O atentado de 2396 ao CIA mudou tudo, seu pai morreu como herói e caso foi arquivado nas sombras do tempo. O passar dos dias nada trouxe além de culpas indiretas sobre um grupo que só veio a crescer no decorrer dos anos em oposição ao controle biométrico e outras coisas.
Agora Ena é uma mulher forte e focada, mas aquele dia a persegue, a impunidade vez ou outra ressoa nos temporais sem aviso que visitam os distritos.
O mais importante a saber é que em sua mente foi encerrado o destino de todo um país e para alcançar a verdade que ainda ignora existir, Ena precisa alcançar o seu objetivo... se tornar uma oficial das Forças Distritais do Brasil.
A busca por essa lembrança mudará tudo, para além do seu controle e de si mesma, mas para entender, ela deve retroceder aquele dia, o atentado, e compreender a profundidade do provérbio africano Sankofa que se manterá onipresente até o fim, pois... Nunca é tarde para voltar e apanhar o que ficou para atrás.

Ano: 2016
Páginas: 318
Autora: Lu Ain-Zaila
Vol. 1



Minhas considerações:



A ideia é genial. Quem gosta de Eduardo Spohr, André Vianco e histórias que se passam na nossa terra, este é o seu lugar. A autora tem uma escrita muito parecida com a do Tolkien, pois se preocupa bastante com a descrição dos lugares, as referências e o background que isso traz. A Ena é uma mulher muito forte e perspicaz. O sonho, vinculado à saudade do pai, acaba fazendo parte da vida dela e basicamente traçando o futuro que a aguarda. Confesso que nas cem primeiras páginas eu fiquei um pouco cansada. A  razão seria pela intenção da autora de ambientar o leitor no Brasil de mais de cem anos no futuro. Este desenvolvimento podia ter sido feito de forma mais leve e divertido.
O tema que envolve a cultura brasileira e africana, foi bastante citado com as enormes quantidades de referências que a história possui. Muito bonito o trabalho de pesquisa que a Lu teve para escrevê-lo. Entretanto, acho que faltou um pouco de humanização dos personagens. Por mais que Ena seja uma jovem oficial, ela deve ter seus anseios, seus desejos que não seja só trabalho. Quando ela foi para casa, bem no início do livro, para tirar alguns dias de folga, achei que ali a autora fosse desenvolver esse lado dela, para que houvesse uma comparação em campo de batalha, de ambas as personalidades da menina. Podemos ver, por exemplo, o filme Sniper Americano, que conta a dura realidade dos soldados em guerra, mas também mostra de forma leve a parte da vida pessoal dele.
Particularmente eu não gosto de escritas em primeira pessoa e ainda por cima no presente, porque me lembra bastante a estrutura de roteiros, que livros normalmente não devem seguir. Porém, este já é o segundo livro que eu leio nesta estrutura que não me incomodou nem um pouco, acho que estou tirando este preconceito da minha cabeça e agradeço a escritora por isso.
Mas uma coisa não posso negar, o amor entre mãe e filha foi muito bem desenvolvido neste livro. Eu e minha mãe, que também vivemos sozinhas, temos o mesmo tipo de trato e carinho que Ana e Ena e isso é gostoso de ver, principalmente nas partes dramáticas da história e isso foi muito importante para eu me apegar à personagem.
Os aspectos que devem ser exaltados deste livro, são os pensamentos feministas, distópicos e de senso de justiça que este primeiro livro da Duologia Brasil traz. Todas as histórias têm problemas, mas algumas são leituras obrigatórias e outras não. O peso do tema abordado e da maneira como ele foi abordado, faz com que este livro independente seja chamado de literatura de resistência. Vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões e conhecer os amigos e a família de Ena.
 

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4 maneiras IMPORTANTES de divulgar seu livro



Divulgação de livro é igual a academia. Toda segunda-feira a gente bate no peito dizendo que vai fazer todos os dias, mas acaba deixando pra lá no meio da semana. Talvez seja pela maneira como você está expondo sua história. Não está dando muito retorno, né? E como todo bom ser humano, nós precisamos de um incentivo para continuar. Os passos a seguir são 100% eficientes? Não, mas podem te ajudar a sair da mesmice do "posta em grupo, compartilha na página, coloca no instagram e joga no WhatsApp".
E nada de colocar melancia no pescoço!

1. Antologias também são divulgação

Eu sei, eu sei, você ama escrever romances e fazer do seu grande talento um simples conto é muito ruim. Ou não, né? Existem grandes antologias por aí que podem te ajudar na divulgação da sua escrita, como bom autor que é, e isso, consequentemente, fará com que as pessoas que leram a antologia em que você está participando, pesquisem mais sobre sua história de vida, se gostarem da sua escrita. Este é um passo que não exige só dedicação, mas talento, pois as antologias são editais abertos de determinados temas, feito por editoras, que exigem uma batalha contra dezenas de outros autores para conseguir um espacinho em um livro. Normalmente os preços de participação são baixos.

2. Parcerias com outros autores

Ai, Belle, eu tenho meus blogueiros parceiros que são uns amores e me ajudam sempre, isso não é diferente não, tá? É, tem razão, mas já pensou em ser parceiro de outros escritores? Como em todo espaço de trabalho, o networking é super necessário. Então, enquanto você frequentar eventos na sua cidade, converse com outros autores, se apresente, mostre sua história, assim sempre que ele souber de algo, ou de alguém que esteja interessado em uma história parecida com a sua, vai indicar, além de falar super bem de você. Ei, não estou falando de amizade com interesse, mas que você deixe claro que quer fazer essa parceria, assim você o ajuda e ele ajuda você. Mágico, não é?

3. Grandes eventos são para pequenos autores?

Já ouvi muita gente dizendo que a bienal é cilada. Porque é um evento enorme que você vai gastar muito para estar e não vai ter retorno. Se seu objetivo em grandes eventos como a bienal, FLIP e etc, for lucrar, corre que é cilada. Mas se seu objetivo for divulgação do seu trabalho, se joga. Mas, Belle, eu não tenho 1000 reais pra gastar com estande, passagem, alimentação e etc...Corta o estande, vai pro corredor, leve muitos marcadores com seus contatos e poucos livros, fique quantos dias seu bolso aguentar e viva essa experiência. O boca a boca, o cara a cara, vence qualquer divulgação de internet, seja em eventos grandes ou pequenos.

4. Só minha história basta?

Até agora falamos de maneiras de venda direta do seu livro. Mas, para todo bom autor, um bom marketing de conteúdo é importantíssimo. Por isso, use as suas habilidades a seu favor. Se você é professor, faça um conteúdo legal voltado para autores iniciantes saberem um pouco mais de português, crie conteúdo para instigar novos leitores a conhecer seu trabalho. É uma espécie de recompensa. Com você dando um conteúdo gratuito, o leitor sente que está fazendo um bom negócio e quando menos espera, está querendo comprar seus livros.

Bônus:

Tem algum mimo que você saiba fazer em relação à literatura? Eu, por exemplo, faço marcadores de pano, meu amigo escritor faz bottons e chaveiros, conheço outro que faz camisas relacionadas ao tema. Em qualquer evento em que estivermos, vamos vendendo nossos mimos. E o que isso tem a ver com a divulgação? Se seus livros estiverem sempre perto, o ideal é fazer a divulgação dele enquanto conclui uma venda. Se o preço do seu exemplar for bem viável, as pessoas vão levar e você faz uma venda casada. Bom, né? 
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