Isabelle Reis

Escritora

Jornalista

Eu amo Literatura Nacional

sábado, 28 de abril de 2018

ARTIGO: Por que mamilos ficam enciumados?




Há meses estou para escrever este artigo. Entretanto, resolvi esperar para coletar mais informações e observar profundamente a literatura atual. Por este fato, eis que trago uma questão que de primeira pode causar estranhamento, mas no decorrer deste texto, você pode passar a entender. Por que os mamilos ficam enciumados?


Vamos por partes. Comecemos pela literatura erótica — ou hot, como é chamada na internet — que foi e é bastante marginalizada por ter um dos atos mais normais da humanidade (e até fora dela), o sexo. Nós, seres humanos, somos capazes de escolher nosso tipo de relacionamento — monogâmico ou não — e ainda desenvolver técnicas para tratar o ato do acasalamento apenas para o prazer, e não só para a procriação. Mas, cortando o papo chato, lá vem outra pergunta. Por que este é um gênero tão rechaçado?


Perguntei para alguns autores e recebi diversas respostas: porque os livros deste tema são ruins, mal desenvolvidos, não possuem uma história que justifique a quantidade enorme de sexo, machismo, e por aí vai…Mas apesar de tantas respostas, nenhuma me deixou satisfeita. Por que? Livros ruins e mal desenvolvidos existem em todos os gêneros, e, pare para pensar, quando você está com seu (sua) parceiro(a), há realmente uma justificativa para transar? Ou as vezes vocês transam no banheiro, sem nenhum motivo, ou acabam por fazerem sexo todas as noites, antes de dormir, porque virou um costume? Não é preciso abrir um protocolo para dormir com outra pessoa! E quanto ao machismo, acredito que possa ser uma parcela da má reputação deste gênero.

Pensei, pensei e depois de ler Sylvia Day, EL James, Jamie Mcguire e até autores nacionais como Nana Pauvolih e um pouco de Tatiana Amaral, percebi que a questão está no ato em si. Essas escritoras, que já são publicadas por editoras e algumas até adaptadas para o cinema, influenciam os outros escritores (pela boa escrita ou grande repercussão) — seja do Wattpad, Nyah! Ou Sweek — na hora de colocarem essas cenas em suas histórias. Resumo da ópera: histórias pouco desenvolvidas e com EXATAMENTE o mesmo tipo de sexo.
Estou falando daquela receita de bolo de tirar a roupa da mulher — falando da visão masculina ou até feminina, se for um romance lésbico — chupar-lhe os seios, os dois, para que um não fique com ciúme do outro (se é que isso realmente acontece na vida real), dar-lhe o melhor sexo oral da sua vida, usar — talvez — um dedo ou dois e depois meter como se não houvesse o amanhã, em uma cena exata de britadeira. Já leu essa história quantas vezes? Eu já li centenas de vezes. Essa mesma cena já foi descrita no chão, na cama, no quarto, na sala, no carro, na universidade, na festa ou em qualquer outro cenário, mas sempre assim.
O que isso significa? Falta de pesquisa e de colocar sua experiência na escrita. Escritores normalmente desenvolvem tão bem um personagem porque colocam suas vivências neles e para que tenha uma história tão profunda quanto — isso também é necessário. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que você tem que colocar a dificuldade (fala sério, é sempre constrangedor), na hora de colocar a camisinha. Falar do suor, da falta de intimidade que se tem ao transar com a pessoa pela primeira vez (NINGUÉM sabe do seus pontos fracos logo de cara), a descoberta do corpo um do outro e as coisas ruins — ou estranhas — também. Afinal, dentes se chocam, vaginas fazem barulhos, pênis nem sempre são grossos, veiudos (hã?) e bonitos (como é descrito nas histórias) e você não precisa chegar ao orgasmo quando perder a virgindade, isso é raro.
A diferença que este toque de realidade vai trazer à sua história, a construção do conhecimento erótico um do outro, será imensa! Eu não quero moldar o seu livro e dizer que ele tem que ser assim, ou assado, só estou dizendo que é de um bom sexo que o povo gosta. E gosta mesmo! Quer que tudo gire em torno do sexo? Ou que ele seja coadjuvante da história principal? Que seja! Mas pesquisa é o principal ponto antes de colocar as coisas no papel. Questione-se, há público para isso? Já foi feito antes? Não tem grandes experiências sexuais? Veja filmes pornôs para saber como o ato funciona, pergunte aos seus amigos próximos, leia artigos sobre o assunto, procure saber, afinal, você se propôs escrever sobre o ato, então, mãos à obra!
Pense, crie e divirta-se!

Esta é uma autora que sonha em ser romancista policial, mas já escreveu aventuras, crônicas, livro adolescente e, ah, meu Deus! Deixa para lá, só ser escritora já está bom!

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